Escrivaninha 32

Penso, logo escrevo

Que tal mudar?

Publicado por JC sob em 15:57


Que tal mudar? Ignorar todas as possíveis e prováveis discussões; todos os problemas; todos os assuntos complexos e ficar apenas com a parte simples da história. Vamos pegar nossos problemas e varrer para bem longe, ou mesmo para debaixo do tapete; o importante é torná-los invisíveis.

Vamos arredondar as arestas, deixar tudo ilusoriamente perfeito e fingir evitar o inevitável, fruto de todas as coisas não ditas, mas sentidas: o fim.

Conflitos

Publicado por JC sob em 15:32

As brigas não têm que fazer parte, embora quase sempre façam.

Vejo-as como um sinal de que algo não está do jeito que deveria estar, ou do jeito confortável que costumava estar. Brigar não é uma condição inevitável, inerente a toda e qualquer relação, ao menos não deveria ser assim. Não consigo entender como pessoas racionais conseguem ver os conflitos com total descaso, como se pelo fato deles sempre outrora terem acontecidos, irão continuar acontecendo indefinidamente, ou até que não sejam mais toleráveis.

Brigar é como sentir dor. A dor é um fantástico mecanismo de defesa que, através de uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável, alarma potencial ou real lesão. Logo, a dor é um indicador de que o equilíbrio foi rompido, de que algo está errado, de que nem tudo está bem. Assim são as brigas que costumamos ver como mais um evento cotidiano sem nos dar conta de que algo possa realmente estar errado. Até que, com o tempo, brigar vira hábito, o hábito vira vício e o vício corrói tudo de bom que um dia existiu.

 

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