Sonha-te
Publicado por João Junio Filadelfo de Carvalho sob Antologia de um Tolo em 23:23
Está tarde. A temperatura diminui à medida que a lua desponta por detrás das nuvens. Passe a mão no rosto para ativar a circulação. Calce as sandálias para caminhar até o banheiro. Não está tão frio, mas sua mãe não iria gostar de te ver com os pés no chão a essa hora da noite se aqui estivesse. Aproveite a liberdade com moderação.
Agora que já escovou os dentes pode deitar-se sem pressa. Horizontalize-se de vagar. Não se afobe para fechar os olhos, deixe que o cansaço se encarregue destes pormenores. Dizem que sonhamos com a última coisa que pensamos antes de dormir. Lembre-se então das risadas, dos olhares e do perfume. Do som da minha e da sua respiração. Lembre-se das palavras, ditas e ouvidas. Da música, da vodka e das cores. Lembre-se do mar, das mãos e do até logo.
Agora que já escovou os dentes pode deitar-se sem pressa. Horizontalize-se de vagar. Não se afobe para fechar os olhos, deixe que o cansaço se encarregue destes pormenores. Dizem que sonhamos com a última coisa que pensamos antes de dormir. Lembre-se então das risadas, dos olhares e do perfume. Do som da minha e da sua respiração. Lembre-se das palavras, ditas e ouvidas. Da música, da vodka e das cores. Lembre-se do mar, das mãos e do até logo.
Quando começar a sonhar não acorde, ainda que os olhos se abram e o sol invada o seu quarto; que o tempo passe e os sentimentos se atenuem. Não desperte. Não sem antes também me acordar.

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