Escrivaninha 32

Penso, logo escrevo

Nostalgia

Publicado por JC sob em 14:55

Ainda lembro-me do tempo
em que as noites eram longas e serenas,
em que os dias se arrastavam sem pressa
e a vida era um domingo de muito sol e muito pique.

Lembro-me dos rostos,
das mentiras que viravam lendas,
das conversas que nunca chegavam ao fim
e do desejo de ter tudo o que já possuía.

Lembro-me do medo de atravessar a rua
e dos olhares infantis com vergonha de amar.

Era tudo tão diferente.
Castelos existiam
e dragões também.

Era tudo tão diferente.
Sabia que eram moinhos,
mas preferia me enganar.

3 comentários:

Beatriz Paz disse... @ 30 de maio de 2009 19:42

Essa nostalgia se encaixa perfeitamente no meu completo tédio. Sempre acabo lembrando do passado.
Há tempos que eu não passava por aqui... Nunca me arrependo de ler.
Beijos!

Lorena Dornela disse... @ 21 de agosto de 2009 14:49

Convidando para ler os posts do Recado de Guardanapo e responder a um 'DESAFIO' que estou repassando.

Abraços!

Bruna Assis disse... @ 23 de outubro de 2009 11:07

Infância é única fase em que nós seres humanos somos perfeitos, se é que quando criança somos seres humanos, é muita inocência, uma pureza natural demasiada para que as crianças sejam traçadas como meros humanos... Não, elas não são, na verdade, devem de ser a serena manhã de domingo, o resplandescente sol do sábado a tarde, podem ser até mesmo a lua cor-de-rosa, mas jamais, um ser humano.

Adorei o poema, me fez refletir bastante, é este o verdadeiro motivo da poesia, a reflexão...

Bruna Assis

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