Escrivaninha 32

Penso, logo escrevo

Bel-prazeres

Publicado por JC sob em 18:22



Sempre quis dizer para uma mulher ser só dela
e ouvi-la dizer ser só minha
em todos os sentidos,
em todas as posições,
sob todos os lençóis,
vestidos ou nus,
suados ou molhados,
gemendo ou suspirando.

Alguém que não fosse só sexo.
Nem só amor.
Mas um terceiro elemento,
um movimento singular.
Alguém que me fizesse gozar
de todos os gozos da vida.

Alguém que não quisesse só domar,
mas aceitasse ser domada.
Não tivesse medo de se entregar,
mas que não fosse fácil de mais.
Alguém que me fizesses transpirar
mesmo no frio do inverno intenso

Enquanto esse utópico alguém
apenas em meus sonhos permeia,
só me resta dormir
e entregar-me a calorosas abstrações.


3 comentários:

João Luis Garcia Martins disse... @ 20 de novembro de 2008 18:56

Poesia muito interessante!

Confesso não ser muito ligado a poesia, porém essa me prendeu durante a leitura e agradou com seu conteúdo.

ps. Belo layout o do blog.

Abraço
________________________
http://grandesobrasdaengenharia.blogspot.com/

iti disse... @ 20 de novembro de 2008 21:40

bacana...
mto legla suas poesias..
http://500x100.blogspot.com/

Euzer Lopes disse... @ 22 de novembro de 2008 00:31

São sonhos possíveis, plausíveis.
Só não podemos construir alguém a partir de nossos desejos.
Afinal, "alguéns" são de carne, osso, sentimentos e também sonhos.

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