Escrivaninha 32

Penso, logo escrevo

Amor, Sexo, Bel-prazer

Publicado por JC sob em 22:19

Aquele não era um beijo como outro qualquer. Apesar de já tê-la beijado das mais diversas formas, aquele era diferente. Era mais doce, mais molhado, mais excitante. Eu era até capaz de sentir o gosto de sua virgindade mesmo sem saber que ela ainda era casta. Talvez isso se deva ao clímax. Não era todo dia que ficávamos a sós em meu quarto. Pensando bem, acho que aquela era a primeira vez.


Apesar de virgem, creio que ela sabia o que estava fazendo, e mesmo que não o soubesse, era tarde demais para voltarmos atrás. Não era tão inocente assim, tinha ciência do que estava por vir. Visto sua vontade de mostrar-se experiente, não fui afoito, deixei-a me conduzir como se fosse seu vassalo. E era.


Não tínhamos muito tempo. Apesar de estarmos a sós, minha mãe logo chegaria do trabalho, já era fim de tarde. Ela parecia saber disso. Enquanto ainda nos beijávamos ela foi erguendo minha camisa surrada, mais por instinto do que por saber o que estava fazendo. Na hora esbocei um leve sorriso ao perceber o seu pudor em me despir. Eu também não estava tão calmo assim. Era a nossa primeira vez e não queria decepcioná-la.  Tudo o que eu trajava era um short batido que tapava rusticamente as partes íntimas e uma camisa igualmente avelhantada. Camisa esta que acabara de ser jogada aos pés da cama em um gesto rápido de quem não tem muito tempo para mesuras.


Pude sentir os cabelos de minha nuca arrepiarem lentamente quando ela tocou o meu peito agora nu. Sua mão estava quente, apesar do álgido ar que adentrava pela janela do quarto que eu esquecera aberta minutos antes de nos beijarmos.  Seus dedos longos e esguios passavam lentamente pela penugem de meu tórax como que contando cada fio do escasso cabelo que o adornava.


Ela vestia uma blusa azul de laycra bem justa. Justa o suficiente para que qualquer observador mais atento notasse a ausência de um sutiã. Seu short jeans ia até um pouco abaixo da virilha, deixando boa parte de suas coxas à mostra. Não sei se era por conta de toda a excitação que havia tomado conta do meu eu, mas ela estava tentadoramente sexy. Mais do que o usual.


Minhas mãos, movidas por uma intuição natural, foram passeando por debaixo de sua blusa até sentirem o contorno de seus pequenos e macios seios. Sua pele estava encrespada. Não estava frio para tanto.  Meu dedo ia contornando uma de suas mamas, como se estivesse com receio de almejar seu incólume e pontudo bico.  Eu podia sentir o cheiro de seu aguilhoamento impregnando todo o quarto.  Em seguida tirei sua blusa lentamente, deslumbrando cada pedaço de seu corpo feérico que ficava agora a amostra, esquecendo-me, por ora, o pouco tempo que teríamos. Voltei a beijá-la. Minhas mãos agora caminhavam para o botão de seu short. Nossas respirações aos poucos iam acelerando. Apreensão? Talvez... Ainda de pé, meus dedos trêmulos abriam pausadamente o seu zíper, e sem despi-la por completo, a peguei no colo com uma desenvoltura que não sabia possuir e coloquei-a sobre a cama, a poucos metros de nossa posição inicial.


Longos beijos se seguiram, tão excitantes quanto o primeiro. Sua boca era pequena demais para eu me ater só a ela. Meus lábios passearam até encontrar o seu ouvido e sussurrar algo provocante. Não me lembro mais o que eu havia dito. Meus beijos úmidos percorriam seu corpo. Abaixo da orelha, passando pela nuca, depois no colo, até chegar a suas mamas. Conforme meus lábios iam descendo eu podia sentir sua respiração mais ofegante. Ela estava de olhos fechados. Tão pura, tão doce, tão minha. Meus dentes afundavam e seu seio macio caminhando até o seu centro, onde minha língua fazia a vistoria de cada centímetro quadrado daquela parte de seu corpo.


O sol já não mais se fazia presente no céu daquela sexta-feira. Estávamos mergulhados na penumbra de meu quarto como duas sombras que se fundem e não mais é possível saber onde uma termina e a outra começa. Estava tudo tão perfeito até que ouvimos um barulho no portão. Alguém havia chegado. Na hora não acreditamos, nos entreolhamos com um ar de assombro. Eu sabia de sua elevada timidez e que a última coisa que queria é que vissem-nos seminus em meu quarto. Tudo foi muito de repente, nada do que ocorrera havia sido planejado, pelo menos não por mim. Eu não havia trancado a porta do quarto, muito menos a fechado. Ela estava entreaberta, o que nos permitia ter certeza, pelo som de passadas curtas que a transpunha, da presença de um alguém no recinto. Era minha mãe, ela chamou por meu nome. Estávamos atônitos. Se eu a respondesse ela viria de encontro a mim, e se não o fizesse me procuraria em meu quarto. Saltei da cama e encostei a porta antes semi-aberta. Minha amada já tinha começado a se vestir. Enquanto eu também o fazia, percebi de soslaio sua apreensão. Era deveras mais embaraçoso para ela ser pega naquela circunstância do que eu.


Pouco antes de minha mãe chegar a meu quarto e perguntar-me por que eu não a respondera, estávamos sentados sobre a cama, devidamente vestidos, apesar de as roupas estarem terrivelmente amarrotadas, fingindo conversar sobre o filme que vimos pouco antes de todo o ocorrido. Infelizmente não foi daquela vez, mas um longo passo já havia sido dado.

PS. Os fatos aqui transcritos são integralmente fictícios.


5 comentários:

Ricardo Thadeu disse... @ 9 de novembro de 2008 22:29

Apesar de ficticios, os fatos aqui narrados são comuns, logo quem os lê pode se identificar com esse fato.

Boa narrativa, apesar de não ter rolado nada entre os protagonistas. =]

Até.

Marcel disse... @ 10 de novembro de 2008 01:39

Que safadeza... aproveitou q a mãe saiu... e a menina não se veste como uma virgem!

Mas puxa, gostei muito! Queria q tivessem chegado lá... me criou uma angústia. Parabéns!

dull-flame.blogspot.com

JDS disse... @ 10 de novembro de 2008 09:31

Bem excitante o texto.Gostei bastante,só não do final.....Poderiam ter ído pros finalmentes logo.kkkk

30 e poucos anos. disse... @ 10 de novembro de 2008 10:09

Muito bem narrado e super criativo.
Deu asas a imaginação !!!

O Mundo da Tv disse... @ 10 de novembro de 2008 16:39

Super Criativo, adorei o post, como disse o carinha aê pessoas podem se identificar !

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