— Amor?
— Sim?
— Vamos casar?
—M-mas...
— Olha, eu já pensei em tudo. No Buffet, na igreja, na decoração, na data... Hoje mesmo a costureira vem aqui em casa pegar minhas medidas para a confecção do vestido. Sabe o Julhinho? Então, ele poderia ser o nosso padrinho.
— Você não ach...
—Aqui. Essa aqui é a lista de convidados. Acho que não está faltando ninguém.
— Não estamos indo rápido demais?
— Rápido demais? Namoramos durante três meses, já faz duas semanas que estamos noivos e você ainda me diz que estou sendo precipitada?
— É que aconteceu tudo muito de repente e...
— Bem que a Margareth disse, você só queria transar comigo. Vocês homens são todos uns insensíveis. Como eu fui burra... Burra...!
— Mas amor...
— Não me chame de amor. Pra me levar para a cama você já me conhece o suficiente, mas pra casar não, ainda sou uma desconhecida... Acabou!
— Não é isso... O que você está fazendo?
— O que você acha que estou fazendo? Vou voltar para a casa dos meus pais. Você não merece o meu amor. Como eu fui idiota...
— Tudo bem, eu caso.
— Eu sabia que você aceitaria. Eu te amo. Nunca duvide disso.
— Eu também te amo. Espera! Que nome é esse tatuado nas suas costas?! Lucas?! Quem é Lucas?!
— Tinha me esquecido de te contar. Vai ser o nome do nosso filho. Gostou?
— Filho? Você está grávida?
— Ainda não, mas já pensei em tudo.